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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Caros leitores, é verdade, a construção do Veleiro ESMA está praticamente finalizada. Este ainda precisa de uns pequenos retoques para poder ganhar regatas. O trabalho foi árduo, mas compensou, pois agora ganhei um brinquedo novo cá por casa. Posteriormente será também publicado o vídeo que acompanha toda a execução do projecto. Para já, deixo-vos com estas imagens.
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Através da colagem de pequenas ripas de madeira fez-se o casco do Veleiro ESMA. Deixo aqui umas imagens da sua dificil, árdua e morosa construção. A próxima etapa consiste na fibragem desta estrutura, de modo a fortalece-la contra as forças da natureza.
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quarta-feira, 18 de março de 2009
A plataforma de construção é o local onde vai decorrer todo o processo de construção do casco. Nesta plataforma serão colocadas todas as cavernas a uma distância igual entre si (7,5cm). Vários factores contribuem para o sucesso desta etapa, tais como:
A tábua onde serão fixas as cavernas precisa de estar bem nivelada e direita.
O centro de cada caverna tem que coincidir com uma linha recta traçada no meio da tábua.
As cavernas precisam de ficar perpendiculares à tábua.
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sexta-feira, 6 de março de 2009
As cavernas são pequenas peças em madeira que tem o contorno do casco desde a popa até à proa. Dependendo do projecto a ser adoptado e das dimensões do mesmo, o número de cavernas pode variar. Neste projecto o número de cavernas a utilizar é de 10. No plano do barco está desenhada uma metade de cada caverna, pois a outra metade será igual à representada. Após as cavernas estarem copiadas para o papel é necessário copia-las para a madeira, para serem posteriormente cortadas e lixadas. É muito importante que as cavernas sejam simétricas entre si, pois qualquer deformação que apresentem pode prejudicar o desempenho do casco.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
O ângulo entre a proa de um barco à vela e o vento é designado por mareação. A mareação pode ser dividida em três categorias principais: popa, pelo través, contra o vento.
Popa (a favor do vento)
Uma popa arrasada é a navegação com o vento a entrar exactamente pela popa até à proa da embarcação. Sendo assim, neste bordo a vela grande é toda folgada não fazendo um ângulo superior a 90 graus com a meia-nau. Geralmente usa-se uma vela denominada spinaker (vela balão), em substituição da genoa (vela de proa), o que possibilita uma maior área exposta ao vento.
Largo (pelo través)
No largo o vento sopra lateralmente. Sendo assim, as velas, neste bordo devem ser um pouco mais caçadas do que na popa. Esta é a mareação potencialmente mais rápida, altura em que o plano eólico (velas), produz a máxima força combinada com a mínima pressão lateral.
Bolina (contra o vento)
Na bolina o vento entra pela proa da embarcação. Nesta mareação as velas devem estar todas caçadas para se fazer o menor ângulo possível em relação ao vento. É nesta mareação que é mais provável que o barco incline.
Na imagem acima é possível observar as diversas mareações existentes consoante o ângulo estabelecido com o vento. Os barcos à vela não podem navegar directamente contra o vento. Podem cingir-se à direcção de onde vem o vento ou navegar em qualquer outra direcção longe dela.